quinta-feira, 18 de setembro de 2008

À sombra de um cinamomo

Continuo a pensar nas mesmas coisas...
A saudade, o tempo...
O tempo, a saudade...
Há tanto tempo não entro aqui pra escrever. Não que não houvesse vontade, mas faltava-me tempo, talvez assunto variado, e hoje retorno, para usar muito pouco as minhas próprias palavras, mas reproduzir uma poesia linda, que fala que a saudade pode ser vivida sem sofrimento, e que as lembranças fazem parte da nossa história...
Essa poesia, de Renato Daudt, vem a calhar nessa Semana Farroupilha.

À sombra de um cinamomo

Junto à parede do rancho
(Fim de tarde amarelado)
A sombra de um cinamomo
Tem saudades do passado

Tardes breves na importância
Trazem recuerdos consigo
A saudade é casa cheia
Pra quem mateia entre amigos

Se a distância nos separa
Enchendo o peito de dor
As lembranças são regalos
De alto e caro valor

Indelével é o tempo
Assim feito bons parceiros
O destino é que nos torna
Da saudade prisioneiros

Tardes calmas e tranqüilas
Nos reportam a ausentes
Mesmo que em nossa memória
Se façam sempre presentes

E quando vier o meu reponte
Quero ter o que mereço
Dou valor àquelas tardes
Pois paguei um alto preço

E se essa for a minha sina
Me vou feliz mesmo assim
Prá trás deixei um passado
Que tem saudades de mim

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