quinta-feira, 18 de setembro de 2008

À sombra de um cinamomo

Continuo a pensar nas mesmas coisas...
A saudade, o tempo...
O tempo, a saudade...
Há tanto tempo não entro aqui pra escrever. Não que não houvesse vontade, mas faltava-me tempo, talvez assunto variado, e hoje retorno, para usar muito pouco as minhas próprias palavras, mas reproduzir uma poesia linda, que fala que a saudade pode ser vivida sem sofrimento, e que as lembranças fazem parte da nossa história...
Essa poesia, de Renato Daudt, vem a calhar nessa Semana Farroupilha.

À sombra de um cinamomo

Junto à parede do rancho
(Fim de tarde amarelado)
A sombra de um cinamomo
Tem saudades do passado

Tardes breves na importância
Trazem recuerdos consigo
A saudade é casa cheia
Pra quem mateia entre amigos

Se a distância nos separa
Enchendo o peito de dor
As lembranças são regalos
De alto e caro valor

Indelével é o tempo
Assim feito bons parceiros
O destino é que nos torna
Da saudade prisioneiros

Tardes calmas e tranqüilas
Nos reportam a ausentes
Mesmo que em nossa memória
Se façam sempre presentes

E quando vier o meu reponte
Quero ter o que mereço
Dou valor àquelas tardes
Pois paguei um alto preço

E se essa for a minha sina
Me vou feliz mesmo assim
Prá trás deixei um passado
Que tem saudades de mim

terça-feira, 1 de julho de 2008

O Tempo

Tão estranho esse cara que invade e controla a vida de todos. Ele chega e nunca mais se vai. Toma conta de tudo e muitas vezes nos prende. Mas ele também nos faz pensar e até é cura para alguns males.

Porém, dentre todos estes e muitos outros aspectos, ao menos nesse momento, o mais significativo é que ELE NOS FAZ PENSAR. Faz pensar no que já perdemos, e faz pensar no que está por vir. Tem horas, que até parece que não passa, mas em contrapartida, tem momentos que a gente pensa que "passou voando". E isso é tão estranho...

"Dê tempo ao tempo"
"Dá um tempo pra cabeça"
"Tudo tem seu tempo"
"O tempo é o senhor da razão"
E assim, eu poderia ficar muuuuito tempo escrevendo ditados referentes ao tempo...
E no fundo, no fundo, eles têm razão, porque realmente, o tempo faz pensar.

A mim, faz pensar na vida, e nesse momento, nas diversas vidas que estão por vir. Tantas pessoas queridas minhas que estão esperando só o tempo de gestação terminar. Tem a Moni, a Fabi, a Mica e a Monica. Essas são pra logo. Mas também tem outras mães fresquinhas... e pais fresquinhos também...

Pela minha cabeça, a idéia de ser mãe passa loooonge. Mas a idéia dessas pessoas tão queridas serem mães, essa idéia nem passa, pois fica guardadinha não só na cabeça, mas também no coração. E eu fico na torcida para que esses bebezões - o Léo, o Pedro, o outro Leonardo e o... e o... (Mônica, te decide aí) - além dos outros bebês recém gerados, venham ao mundo com muita saúde para alegrar as nossas vidas. E torço que venham com muita força, muita energia e disposição, porque esse mundo não é fácil... mas que é bom, isso é, ainda mais na companhia de pais tão fantásticos como todos eles terão.

Bom... meu tempo está acabando e por isso, vou parando por aqui, mas sigo pensando no tempo e torcendo para que ele somente faça bem a mim e a todos meus amigos queridos.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Saudade

Hoje, quero apenas manifestar a saudade que sinto...

Saudade de pessoas que não vejo ha tempo, de pessoas que vejo seguido, de pessoas que não existem mais... saudade da pessoa que fui e da pessoa que serei...

Saudade de coisas. Coisas que tive, coisas que nem cheguei a ter... coisas que os outros tiveram... coisas, muitas coisas...

Saudade também de situações, de momentos... e saudades, muitas saudades de uma época. Uma época em que tudo era mais fácil, ou ao menos, beeem menos complicado.

Essa saudadezinha vem chegando de mansinho, de manhã bem cedinho no frio, e quanto mais a gente pensa, e quer colocá-la de volta no cantinho de onde ela nem devia ter saído... Ihhh, daí já é tarde. Quando vê, passa o dia pensando e divagando. Pensando em tudo que passou e não era para ter passado, mas que agora, faz parte de um passado. Este é bom de relembrar, mas quanto mais a gente lembra, mais saudade dá.

E aí, nesse círculo vicioso, a gente se dá conta, que lembrar é bom, mas não dá pra fazer isso o tempo todo. Não dá pra deixar toda essa saudade tomar conta, e assim, a gente faz aquela super força, mas acaba conseguindo empurrar tudo isso de volta praquele cantinho. E que fique por lá, até a próxima manhã fria, quando resolver voltar para aquecer o coração.